O que o Estado, na sua reivindicação monopolista da violência, não compreende é que, com ou sem medo, iremos de qualquer maneira.
A escalada de confronto que o seu braço repressivo está a provocar, expondo centenas de pessoas à violência policial todos os sábados à noite na Acampada do Rossio de Lisboa, só pode ir em detrimento do propio Estado, porque a imaginação é mais poderosa do que o medo.
Muitxs que nunca tinham vivido este tipo de violência na primeira pessoa, desalentadxs pelas imagens nos media, hesitaram em exercer a legítima desobediência civil. Mas as sucessivas intervenções no Rossio estão a conseguir dissipar aquilo que mais receio provoca: a incerteza.
Este Governo parece determinado a treinar-nos contra o medo, e cada vez mais de nós estaremos na linha da frente.
A passada noite de 31 de Outubro no Rossio antepassados celebraram nos seus túmulos um movimento que cresce em consenso - não temos casas, as tendas ficam!-, determinação -preparadxs para o pior, esperando sempre o melhor- e audacia.
Estamos juntxs, estamos fortes!

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